Para evitar situações como a descrita nesta notícia (e outras semelhantes de que temos tido conhecimento), a ANVETEM alerta a população de que, em caso de encontrar animais (aparentemente) perdidos nas vias ou em espaços públicos, deve imediatamente contactar os serviços do respectivo Município e o Médico Veterinário Municipal.
Compete ao Médico Veterinário Municipal a observação clínica dos animais, a verificação da existência ou não de identificação nos mesmos e aactivação de diversos mecanismos que permitirão (na medida das condicionanates que actualmente existem, relacionadas com a identiifcação de animais de companhia e já expostas neste blog) a detecção e localização tão rápida quanto possivel dos respectivos donos desses animais.
A articulação com diversas outras entidades, como é o caso das Autoridades Policiais, das Juntas de Freguesia, das Autoridades de Saúde, do Gabinete de Comunicação e/ou de Relações Externas do próprio Município, etc fazem do Médico Veterinário Municipal, o contacto de excelência para (e sempre frisando, na medida do que a realidade actual nos permite) "deslindar" casos como estes, de animais perdidos, achados, às vezes de facto, mesmo roubados.
Ajude-nos a ajudá-lo a si e aos seus animais - Contacte o Médico Veterinário Municipal do seu Concelho!
Ajudou gato abandonado e agora vai a tribunalRecolheu animal perdido, levou-o ao veterinário, tratou dele e agora é acusada de furto
Quando se apercebeu de que uma gata bebé estava abandonada e doente na via pública não resistiu em acolhê-la.
Levou-a ao veterinário e contactou a dona legítima para a devolver. Agora vai responder pelo furto do animal.
Foi numa tarde de Verão de 2006 que o marido de Cláudia Sousa lhe ligou do trabalho, em Carnaxide, com uma informação, em jeito de pedido. "Uma gatinha estava abandonada ao pé do escritório e parecia doente. Eudisse-lhe para ver se aparecia alguém e que, se tal não acontecesse, que a levasse para casa para, pelo menos, tratarmos dela", contou ao JN.
E assim foi. Ao final da tarde, a gata, de três meses, foi levada ao veterinário, que lhe diagnosticou uma grave infecção na vista e a medicou.
O médico detectou também que o animal tinha um microchip de identificação, pelo que Cláudia não hesitou em ligar para a dona legítima da gata para lhe dizer que a tinha encontrado. "Ela disse que a vinha buscar, que não sabia como é que tinha fugido da sua casa dos Anjos e aparecido emCarnaxide. E que já não era o primeiro animal que lhe fugia. Como achei a conversa estranha, disse-lhe que o melhor era esperar até a gata estar completamente recuperada", afirmou.
Entretanto, Cláudia Sousa ligou para a Sociedade Protectora dos Animais para dar conta das suas suspeições de negligência. "Senti que não era uma boa dona", contou, para relatar que o pior acabou por acontecer. "No fim-de-semana seguinte e como a gata ainda estava a tomar antibiótico, levei-a comigo para a casa de uns familiares próximo das Caldas da Rainha. Acontece que um dos meus sobrinhos deixou o portão da casa aberto e a gatinha acabou por fugir", lembrou desolada, para vincar: "Mas telefonei de imediato à dona da gata e ela disse-me que me ligaria para saber de novidades. Mas nunca mais ligou".
Contacto, só dois meses depois, quando recebeu a carta do tribunal a constatar que era arguida num processo por furto. "Fiquei estupefacta. E quando fui prestar declarações à Polícia mais abismada fiquei ao saber que era por causa da gata".
No próximo dia 15, Cláudia Sousa vai a tribunal e teme que seja condenada a pagar uma indemnização. "É uma injustiça", diz. "Agora posso ter de vira pagar por um crime, só porque fiz uma boa acção".